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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O lazer como direito social, dimensão humana e elemento de promoção da saúde e qualidade de vida


Houve um tempo em que a disciplina de Educação Física passou por uma espécie de “crise de identidade” no contexto escolar, configurando-se para os discentes como aquela aula mais esperada, tal a concepção da mesma como um momento de descontração e livre do rigor e da disciplina próprios da sala de aula. Todavia, eis que todas as mudanças que vêm ocorrendo no contexto educacional trouxeram um reequilíbrio para a Educação Física, a qual passa a ocupar um lugar, sim, de disciplina e empenho, mas nunca em detrimento da descontração e lazer necessários ao desenvolvimento humano. Ou seja: tal como o brincar na educação infantil, o lazer passa a ocupar lugar importante na disciplina de Educação Física.

No primeiro semestre de 2016, os alunos do 2º ano do Ensino Médio das turmas 201 a 208 da
E.E. Helena Guerra estudaram sobre a importância da vivência do lazer em suas vidas, a partir de um texto produzido pelo professor de Educação Física, Flávio Ribeiro, bem como de trabalhos avaliativos. O trabalho em questão consistiu, além de debates e reflexões, na elaboração de Oficinas de Vivência de Lazer, nas quais os alunos puderam escolher entre os Conteúdos Culturais do Lazer – conceito definido por vários estudiosos da área do lazer – e realizaram trabalhos práticos para que as turmas pudessem vivenciá-lo. Desses trabalhos, destacam-se temas como piquenique, comemorações, caça ao tesouro, dia da leitura, construção de origamis, gincanas etc.


A palavra lazer deriva do latim licere, que, por sua vez, se traduz por “ser lícito”, “ser permitido”. Logo, a introdução dele dentre os conteúdos escolares se mostra essencial em um mundo cada vez mais globalizado, no qual a vida adulta se vê organizada por jornadas fixas de trabalho, responsabilidades familiares e afins. Logo, é papel da educação levar o discente a aprender o lazer de fato responsável e gerador de benefícios para a saúde do sujeito. O professor explica que até mesmo a crescente utilização da tecnologia, que, não raro, se configura como dependência, cria a demanda da inserção de atividades ligadas ao lazer no ambiente escolar.

Segundo o Prof. Flávio, a relação entre a educação e o lazer pode se apresentar de duas maneiras. Podemos falar da educação para o lazer, a qual teria como finalidade tão somente introduzir o discente em atividades de recreação, e da educação pelo lazer, a qual se utilizaria  do lazer como recurso educacional. Engana-se, porém, que uma dessas relações é inferior à outra. De acordo com o Prof. Flávio, a aplicação do lazer na esfera educacional, em qualquer desses aspectos, é benéfica aos discentes, cada uma contribuindo, a seu modo, para o seu desenvolvimento, socialização, autoestima e saúde física e psíquica.
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Texto: Alex Gabriel da Silva
Fotos: E. E. Helena Guerra / Divulgação











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